Logan – O fim de uma era…com honra!

Logan

Aprendemos desde cedo que toda saga tem início meio e terá um fim, mas que dizer de alguém que nasceu para ser “imortal” ? Logan (Hugh Jackman) ou wolverine como nos acostumamos a chamá-lo, sempre foi um mutante do qual não se sabia dizer muita coisa, suas ações traduziram seu caráter, sua vida (e que vida!) testemunha por si, e seus amigos especialmente aqueles que lutaram ao seu lado até o fim sabem que tudo o que ele realmente ambicionava, era saber qual o seu lugar nesse mundo, onde mutantes e não mutantes vivem muitas das vezes sem sequer saber a guerra que é travada para manter o equilíbrio.

Logan e Laura/X-23

Em pleno ano 2029 agora convertido a cuidador do seu mentor e amigo Charles Xavier (Patrick Stewart), nalgum lugar na fronteira mexicana (sim ela ainda está lá nesse futuro) contando apenas com a ajuda do mutante Kaliban (Stephen Merchant), apenas quer viver um dia de cada vez enquanto aguarda a ação de um veneno, supostamente liberado em seu corpo pelo adamatium ali colocado . De repente algo o golpeia como nunca antes o haviam feito, a chegada de uma mutante especial e com características totalmente similares às suas, o fazem repensar em coisas como: família, paternidade, e legado. Vemos um Logan deixar para trás seu refúgio, levando consigo seu amigo Xavier e a mutante recem chegada Laura/X-23 (Dafne Keen) para um lugar fictício e que inicialmente só existiam em suas revistas em quadrinhos (incrivelmente sobre os X-MEN), ao longo dessa jornada se vê convertido em um pai cuidadoso (sim, biologicamente ele é pai da X-23), o qual tenta ensinar alguma coisa para a mutante embrutecida por anos em cativeiro. Aqui vemos um Logan doente, mas resignado, nunca reclamando de suas feridas e tampouco de sua sorte, vemos um Xavier tentando ligar pai e filha numa família, entretanto não houve tempo para tal. Assim como viveu ele morreu, lutando, como qualquer guerreiro gostaria de morrer, da forma mais pura e límpida, em combate e derrotando seu oponente.

Sei que anos se passarão, mas nunca esqueceremos Logan, o X-MEN que não movia o vento, não tinha telecinese, não lançava raios, mas acima de tudo lutava e nunca se entregava, tanto que nem na sua morte o fez. Não seria essa a característica mais marcante da raça humana? Mutante ou não?

Descanse em paz…Logan #Wolverine. See you later.

Ficha Técnica:

Elenco

Personagem – Ator/Atriz

Logan – Hugh Jackman
Charles Xavier – Patrick Stewart
Laura/X-23 – Dafne Keen
Donald Pierce – Boyd Holbrook
Caliban – Stephen Merchant
Dr Zander Rice – Richard E. Grant
Gabrilella – Elizabeth Rodriguez

Direção: James Mangold

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Creed – Nascido para lutar.

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Assistir Rocky Balboa (Sysvester Stallone) em mais uma das suas incursões ao mundo do boxe parece um tanto quanto nostálgico, mas dessa vez não estamos assistindo à reprises dos Rockys anteriores e sim, vendo a história de um sexagenário que treina o filho do que foi o seu maior rival, e amigo. É a história repetindo seu ciclo, agora Rocky (Sly) troca de papel e é o ex pugulista velho e treinador e Adonis Creed (Michael B. Jordan) é boxeador novato em busca de um sonho de conquista. Mas num final supreendente teremos a sensacional revelação de que nem tudo é por uma simples ira interior, ou incompreensão, mas sim para provar que na vida somos aquilo que acreditamos e lutamos e nunca aquilo que disseram ou mostraram de nós. Não somos um erro, temos uma identidade que é que somos “nascido para lutar”.

See you later 🙂 !

Fernando “Eagle” de Sousa.

Ficha Técnica:

    • Michael B. Jordan – Adonis Creed
    • Silvester Stallone – Rocky Balboa
    • Tessa Thompson – Bianca
    • Phylicia Rashad – Mary Anne Creed

Direção: Ryan Coogler

filme-Creed

Análise do Filme “Coach Carter – Treino para a vida”.

Coach_Carter_posterDurante um dos diversos treinamentos sobre liderança e qualidade no serviço público, um instrutor me apresentou um filme do qual eu tive pouco interesse, mas como a vida é uma quebra de paradigmas fomos desafiados a efetuar uma análise do filme no qual figuram grandes nomes do cinema americano, o qual passo a descrever aquele que me foi um dos mais prazerosos trabalhos desse curso:

1 – Introdução.

  1. 1 – O que o filme:

Trata-se de um filme americano baseado na história real da intervenção do treinador Ken Carter (Samuel L. Jackson) no time de basquete do ginásio Richmond, sua antiga escola e onde bateu vários recordes tendo assim feito seu nome na cidade.

  1. 2 – Do que fala o filme:

Agora já estabilizado e dono de uma loja de artigos esportivos, Carter não tem porque sair da sua zona de conforto para se meter a treinador de uma equipe de garotos problemáticos de uma área pobre e violenta da cidade, mas aceita o desafio, pois crê que pode fazê-los ir além daquilo todos esperam que façam (isso é mencionado várias vezes no filme). Para Carter o “esporte (basketball) é um privilégio e deve ser merecido, por alunos que freqüentem as aulas e tirem notas excelentes”.

 

2 – Mensagens transmitidas pelo filme:

  1. 1 – Desprendimento para começar um projeto – Logo no começo quando é convidado a assumir o time de basquete, o Sr. Carter não vê apenas como uma oportunidade de conciliar uma atividade secundária com uma atividade principal, ele realmente vê como um novo projeto a ser tocado, para tanto se dispõe a desprender-se da sua loja por um tempo e empreender naquele projeto que pra ele é mais do que levar uma equipe de basquete a vencer jogos do campeonato estadual, ele quer fazer aqueles garotos vencerem na vida!

 

  1. 2 – Método de trabalho – De imediato o Sr. Carter mostrou logo a que veio, determinou que estava no controle da situação e inovou ao celebrar um contrato de parceria com seus treinandos e responsáveis, dessa forma fazendo com que o principio básico da teoria geral dos contratos se estabelecesse: pacta sunt servanda. (contrato faz lei entre as partes), dessa forma temos:
  2. 2.2.1 – Deveres e obrigações: fazendo com que os jovens aprendam que na vida tudo tem um dever e uma obrigação e nada é dado de graça, e que toda transgressão tem consequemente uma penalidade (ex. chegar atrasado implicaria em mais exercícios físicos);

 

  1. 2.2 – Forma de tratamento e vestimenta: os garotos não se viam como pessoas importantes e, portanto não se tratavam como “Senhores” ou se vestiam adequadamente, colocando-os a falar e se vestir corretamente ele os fez se verem de uma forma melhor. Eram pessoas melhores do que jamais pensariam em ser e um simples pedaço de papel foi o pontapé inicial;

 

  1. 2.3 – Se tornavam pessoas de responsabilidade: agora como responsáveis pelos seus atos, eles entenderiam que as decisões que tomamos na vida, durante a vida toda, não são culpa da condição econômica da qual nascemos, da classe social ou ainda de outras pessoas que nos conduziram ao sucesso ou fracasso, mas sim da nossa própria responsabilidade, pois se quebrassem o contrato seriam penalizados e apenas poderiam responsabilizar-se a si mesmos pelo ocorrido.

 

2 – Estilo de liderança: O estilo inconfundível é o autoritário e não há como agir diferente diante de rapazes que nunca antes haviam experimentado os três pilares da marcha vitoriosa:

 

  1. 1 – Hierarquia – os rapazes nunca antes haviam encarado a situação de se submeter a receber ordens e instruções, quando ele os colocou em situação de serem liderados sob um comando firme eles começaram a entender uma das maiores verdades da vida: sempre existirá alguém em um posto imediatamente superior;

 

  1. 2 – Doutrina – havendo uma hierarquia deve-se aplicar a doutrina (ensinamento) básica o avanço da marcha rumo à vitória, esse ensinamento no filme passa por: condicionamento físico, ensaios de ataque e bloqueio e etc;

 

  1. 3 – Disciplina – havendo hierarquia e doutrina o desrespeito a essas instituições levará fatalmente à aplicação de sanções e penalidade, coisa que o americano e australiano gosta de dizer: “crime e castigo”.

 

 

3 – Ferramentas e Instrumentos de Trabalho: Carter se vale de diversas ferramentas para atingir o objetivo principal que não era apenas fazê-los uma equipe vencedora, ele queria mais e essa deve ser a visão do líder de sucesso! Sempre melhorar o estado das coisas, sem, contudo estabelecer metas e objetivos absurdos, senão vejamos:

  1. 1 – nomenclatura dos ataques e defesas: quando ele nomeia os ataques e formas defensivas com os nomes das suas irmãs, ele está dando singularidade e individualidade a cada ação, é importante termos em mente que cada processo deve ter uma denominação específica para que comuniquemos de forma clara e objetiva à equipe aquilo que queremos que seja feito, sob pena de depois ouvirmos aquele sonoro “não entendi bem o que você queria”;

 

  1. 2 – verificação de quantidade de erros e acertos: quando todos poderiam pensar que eles estavam avançando no campeonato estadual e entrar em euforia, Carter nos ensina que antes de comemorar as vitórias devemos primeiro fazer um balanço dos números de erros cometidos até então, para que possamos subtrair das vitórias e ver qual o real tamanho da conquista ou avanço da nossa coluna;

 

  1. 3 – Ensino a não subestimar o objetivo a ser conquistado (ter o pé no chão): quando os rapazes já estavam se achando os invencíveis e até chacotas faziam dos adversários, Carter nos mostra que quanto mais alto subimos mais dignos devemos nos portar, de forma que entendamos que todos tem importância no processo de vida, e mesmos aqueles a quem já superamos quer seja em conhecimento ou em postos de trabalhos também merecem respeito e se deve conquistar a admiração.

 

4 – Disposição para pagar o preço para alcançar o objetivo: Creio que uma das mais importantes lições que o filme nos passa é a de que o Treinador Carter (O “coach” do filme) estava disposto a pagar qualquer preço que fosse o mais alto que estivesse cotado para atingir seu objetivo, senão vejamos:

 

  1. 1 – Se tornou impopular ao fechar o ginásio da escola até que seus treinandos obtivessem as notas acordadas no contrato inicial;

 

  1. 2 – Teve sua loja depredada por vândalos por assumir a posição do item anterior;

 

  1. 3 – Teve sua autoridade contestada pelo conselho de educação da escola Richmond, não se dobrando ao vento das idéias contrárias.

 

 

5 – Conclusão:

O filme não conta uma história dos livros de fadas e encantos com um final feliz de vitórias da equipe, mas sobre a formação de seres humanos que antes só dispunha de uma visão da vida e do mundo e estavam fadados ao fracasso herdados de seus antepassados, mas que depois puderam escolher seus próprios caminhos de vitórias e derrotas pessoais a partir da experiência que tiveram a partir de então. Creio que todos nós assinamos contratos todos os dias com nossos sonhos e objetivos, vamos colocá-los em prática ou apenas amassá-los e jogá-los no fundo da gaveta?

See you later 🙂 !

Fernando “Eagle” de Sousa.

Ficha Técnica:

Direção: Thomas Carter

 

Serra Pelada, o filme, tem muito mais que ouro.

Serra Pelada, o filme, tem muito mais que ouro.
Tem um Brasil que nos envergonhou, carimbó (coisa boa), dor, e o melhor ator brasileiro da atualidade, Wagner Moura, que, embora não seja o protagonista, nos encanta e nos faz felizes.
Sua interpretação de um cafajeste nacional é extraordinária, convincente, gigante.
Roteiro se emocionou com o mocinho de “Tropa de Elite”. Agora, um bandidão.
Mas ele vem bem acompanhado.
Juliano Cazarré, o mesmo que fez um rapaz bobo em “Avenida Brasil” e é o “Ninho” da atual novela das nove, Júlio Andrade (Gonzaga – De pai para filho) e a atriz Sophie Charlotte, a jovem e malvada “Amora” de Sangue Bom, completam um quarteto dourado.
Ela nos dá pena, como mais uma criança que vira prostituta numa terra sem lei, mas entra para o cinema.
Parabéns, garota.
Minhas filhas, que nasceram depois do grande festival de sonhos e atrocidades que o ouro do Pará fez reluzir, ficarão chocadas com aquela montanha que se torna um grande buraco, onde floresceram alguns ricos, padeceram pobres, milhares foram explorados, houve desilusões e mortes, muitas mortes.
Um “faroeste” tropical, próximo de “Sodoma e Gomorra”.
Os ricos? Confesso que não conheço nenhum. Devem estar por aí.
Mas o filme é bom, firme, denso, tenso e educativo. Muitas lições.
O Heitor Dhalia, guarde o nome desse Diretor, resgata uma história marcante dos anos 80, documentando para sempre.
Ficção em meio a uma realidade nua e crua e que parece nunca acabar, de certo modo. O filme é de ação, também. Não é só drama.
Consegue, enfim, em meio a tanto brilho de suposta riqueza e nauseabundos extermínios, lembrar que as paixões podem encontrar terreno fértil para uma desgraça, ou várias.
Viva o cinema nacional e seu novo tempo de ouro.
Serra_Pelada

Happy Valentine’s Day

Happy Valentine’s Day.

Faroeste Caboclo – Um duelo no Planalto Central

Faroeste_caboclo_divulgacaoApós uma vida miserável e de complicações com a lei local, “João (Fabrício Boliveira) deixa Santo Cristo em busca de uma vida melhor em Brasília. Ele quer deixar o passado repleto de tragédias para trás. Lá, conta com o apoio do primo e traficante Pablo (César Troncoso), com quem passa a trabalhar. Já conhecido como João de Santo Cristo, o jovem se envolve com o tráfico de drogas, ao mesmo tempo em que mantém um emprego como carpinteiro. Em meio a tudo isso, conhece a bela e inquieta Maria Lúcia (Ísis Valverde), filha de um senador (Marcos Paulo), por quem se apaixona loucamente. Os dois começam uma relação marcada pela paixão e pelo romance, mas logo se verá em meio a uma guerra com o playboy e traficante Jeremias (Felipe Abib), que coloca tudo a perder.” (site adorocinema)

A clássica história do romeu e julieta que aqui, não inclui a briga entre famílias ou clãs mas como se diz “à brasileira“, a guerra entre distribuidores de drogas rivais no planalto central dos anos 80. Mas não se engane, aqui não temos mocinhas e mocinhos, e sim sobreviventes em meio à uma torrente de fatos e acontecimentos históricos como os conflitos entre os moradores do plano piloto e a classe menos abastada moradora da periferia, numa colcha de retalhos que passa pelos sonhos de uma estudante de arquitetura que se apaixona por um marceneiro, esse ultimo quer ascender na classe social para desposá-la e para tanto só dispõe de um meio: distribuir erva de qualidade, ameaçando o pretenso império do playboy filho da aristocracia da cidade.

Faroeste Caboclo merece ser visto sim, não apenas por ser a materialização de uma obra do saudoso Renato Russo, mas porque retrata uma história que ainda se repete nos mais diversos rincões desse país. Enquanto todos esses fatos acontecem, o país está em plena transformações, os jovens protestam (alguns nem sabem o porque), os políticos pouco se importam, os “imperadores locais” se estabelecem onde o estado nega à sociedade seus direitos básicos constituídos. See you later 😉

Elenco:

Fabrício Boliveira: João de “Santo Cristo”

Ísis Valverde: Maria Lúcia

Felipe Abib: Jeremias

César Troncoso: Pablo

Direção:  René Sampaio

Fontes:

Adoro Cinema: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202601/

Cine Pop: http://www.cinepop.com.br/filmes/faroeste-caboclo-filme.php

Clic RBS: http://wp.clicrbs.com.br/janelaindiscreta/2013/05/30/filme-baseado-na-musica-faroeste-caboclo-estreia-nos-cinemas/?topo=52,1,1,,171,e171

Foto: site Clic RBS (divulgação)

Cães de Aluguel – A Estréia de Tarantino.

Caes_AluguelFilmes sobre máfia geralmente versam sobre famílias italianas que migraram da Sicília ou outra região símile (como no poderoso chefão), mas dessa vez, o então estreante Quentin Tarantino mostra que as vezes a “famíglia” terceiriza a ação para preservar seus membros, o que pode acarretar um erro tático operacional onde tudo pode sair da maneira mais imprevisível.

O fato é que Joe Cabot (Lawrence Tierney), um experiente criminoso, reuniu seis bandidos para um grande roubo de diamantes, mas estes seis homens não sabem nada um sobre os outros e cada um utiliza uma cor como codinome. Porém durante o assalto algo saiu errado, pois diversos policiais esperavam no local. Mr. White (Harvey Keitel) levou Mr. Orange (Tim Roth), que na fuga levou um tiro na barriga e morrerá se não tiver logo atendimento médico, para o armazém onde tinha sido combinado que todos se encontrassem. Logo depois chegou Mr. Pink (Steve Buscemi), que está certo que um deles é um policial disfarçado e eles precisam descobrir quem os traiu. Em um clima de acusações mútuas a situação fica cada vez mais insustentável.  See you later 😀

Ficha Técnica:

  • Harvey Keitel (Sr. White)
  • Tim Roth (Sr. Orange)
  • Michael Madsen (Sr. Blonde)
  • Chris Penn (Eddie Cabot)
  • Steve Buscemi (Sr. Pink)
  • Quentin Tarantino (Sr. Brown)
  • Edward Bunker (Sr. Blue)
  • Lawrence Tierney (Joe Cabot )

Direção: Quentin Tarantino (Dispensa comentários)

Fontes externas:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-7524/

Caes_Aluguel_1

Ganhadores do Oscar 2013 são conhecidos hoje – 24/03/2013

Ganhadores do Oscar serão conhecidos hoje à noite. Alguns deles ganharam posts aqui no blog.

Veja os vencedores de todas as categorias:

Filme: “Argo”
Direção: Ang Lee, por “As Aventuras de Pi”
Ator: Daniel Day-Lewis, “Lincoln”
Atriz: Jennifer Lawrence, “O Lado Bom da Vida”
Ator coadjuvante: Christoph Waltz, “Django Livre”
Atriz coadjuvante: Anne Hathaway, “Os Miseráveis”
Roteiro original: “Django Livre”
Roteiro adaptado: “Argo”
Animação: “Valente”
Filme estrangeiro: “Amor” (Áustria)
Trilha sonora: “As Aventuras de Pi”
Canção original: “Skyfall”, de Adele, “007 – Operação Skyfall”
Fotografia: “As Aventuras de Pi”
Figurino: “Anna Karenina”
Documentário: “Searching for Sugar Man”
Curta de documentário: “Inocente”
Edição: “Argo”
Maquiagem: “Os Miseráveis”
Direção de arte: “Lincoln”
Curta de animação: “Paperman”
Curta-metragem: “Curfew”
Edição de som: empate entre “A Hora Mais Escura” e “007 – Operação Skyfall”
Mixagem de som: “Os Miseráveis”
Efeitos visuais: “As Aventuras de Pi”

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As Aventuras de Pi – “Acredite no Inacreditável.”

Pi_Life02Começo mais um post, às vésperas do natal, um tempo onde se deveria estar escrevendo sobre festas de fim de ano, novas metas para o ano que se inicia e coisas afins, mas não é isso que eu faço, escrevo sobre o que me apetece e cinema me encanta como os leitores do meu blog sempre podem comprovar. Uma estreia que me chamou nesses dias, mais um excelente trabalho do diretor Ang Lee (“O tigre e o dragão”, “O clã das adagas voadoras” e o chocante “O segredo de brokeback mountain”), um filme baseado numa obra homônima “As aventuras de Pi” (“Life of Pi” no original).
Confesso que o título não me impressionou muito, mas o trailer do filme na introdução de outro que assisti na semana passada (“Os penetras”) me fizeram ficar curioso sobre o desenrolar de tal aventura que para minha surpresa se dá de forma bem atrativa, reveladora e sobretudo, é uma aula de auto conhecimento e exposição de verdades inerentes a cada ser humano. Tudo começa à maneira dos filmes bollywoodianos (sim pois o estilo indiano de fazer cinema é inerente à obra) e não poderia ser de outra forma pois a história tem como protagonista um garoto indiano que fez suas próprias escolhas em relação à religião e modo de vida, de acordo com todas as experiências as quais ele viu e viveu ao logo da sua jornada.
Pi_Life01No início do filme, vemos um jovem escritor que após uma infrutífera tentativa de escrever uma história, se encontrou com um velho indiano que o convenceu a retornar á sua terra natal, o Canadá francês, e conversar com seu sobrinho postiço sobre o que seria “Uma história que o convenceria a acreditar no inacreditável e em Deus”. Ele entrevista um indiano de meia idade, que com a sua simplicidade caracteristica começa a lhe narrar fatos que parecem saidos de algumas lendas hindus contadas em Catmandu ou no Rajaquistão, histórias essas que começam com paisagens lindas, de uma lugar desses que você quer passar suas férias de verão e que te transportam para o “inimaginável” (o objetivo claro da obra). O protagonista, Piscine Molitor “Pi” Patel, um garoto indiano originário da cidade Pondicherry* no sul da India, filho de um administrador de zoológico e de uma botânica, que tem sua vida completamente transformada quando sua familia tem que se mudar para o Canadá, durante a viagem, segue-se um naufragio e o garoto é lançado ao mar em um bote salva vidas juntamente com uma zebra, um orango tango fêmea, uma hiena e pasmem! :X Um tigre, este ultimo contendo todos os elementos necessários ao desenvolvimento da aventura…que no final, traz uma inquietante pergunta, sobre no que acreditamos, o que vemos diante de nós, qual a verdade sobre nossa jornada pessoal enfim…é um filme e um livro pra
assistir, pensar e amar! Recomendo a todos. Boas festas e see you later 😀

Ficha Técnica:

Direção: Ang Lee (Dispensa comentários)

Pi_Life04

Pi_Life03

Fontes externas:

http://www.imdb.com

http://pt.wikipedia.org

http://www.cinepop.com.br

http://omelete.uol.com.br

INTOCÁVEIS: Uma grata surpresa à francesa.

Na minha pré adolescência, quando nas escolas públicas ainda se oferecia como língua estrangeira o francês, aprendi alguma coisa sobre a língua, a cultura, o povo e as diversas nuances da Térre de France. Paralelamente a isso, desenvolvi uma admiração pelo cinema francês, sobre tudo pelas produções mais recentes com os diretores Luc Besson* (O Quinto Elemento, O Profissional) e Gérard Pirès (Les chevaliers du ciel, Taxi), os Atores Jean Reno, Benoît Magimel (do filme Rios Vermelhos 2 – Anjos do Apocalipse com Jean Reno), Clovis Cornillace a atriz Géraldine Pailhas. Fui convidado a assistir o filme francês “Intocáveis” no Cine Praia Grande*(depois escrevo um post sobre esse cinema), confesso que já havia assistido aos previews no canal de vídeo mais popular na web, e achei muito interessante.

O Filme:

A história é, em resumo, o encontro entre duas realidades diferentes, até aí nada de novo, já tivemos tantos enredos assim não? Entretanto, aqui cabe um parêntese, as realidades não são apenas diferentes, são totalmente opostas, senão vejamos, um aristocrata que teve sua vida drasticamente modificada por um acidente e fica tetraplégico, agora necessita de alguém que seja “seus braços e pernas” e quem vocês acham que ele contratou? Após intensa bateria de entrevistas com candidatos altamente qualificados? Um homem negro, com passado duvidoso, de aparência ameaçadora. Sim, apenas pelo fato dele não ter se comportado com pena do agora portador de necessidades especiais, isso por si nos leva a diversos questionamentos, que cada expectador gerará em sua mente. Por outro lado esse homem negro, que somente quer sobreviver a cada dia, não entende como aquele rico senhor é capaz, de estando ‘incapaz’, se colocar inteiramente sob sua responsabilidade. Dá margem a diversas considerações, que deixarei com cada um de vocês. O filme permanecerá em cartaz no Cine Praia Grande, localizado na Travessa do Comércio, 100, Centro – São Luis – Maranhão.

Ficha Técnica:

Elenco:

François Cluzet (Philippe)

Omar Sy ( Driss)

Anne Le Ny (Yvonne)

Audrey Fleurot (Magalie)

Diretor:  Eric Toledano  e Olivier Nakache

Fontes:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182745/

http://omelete.uol.com.br/cinema/intocaveis-critica/

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120929_intocaveis_diretores_pai.shtml

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