Lâminas de Serviço – Canivetes Urbanos – Parte IV

Eu sei, eu sei, vocês irão dizer: “Já não havia encerrado essa série de posts?”, é verdade mas chegaram às minhas mãos duas “belezinhas” das quais não poderia deixar de postar.

Canivete Smith&Wesson – “Extreme OPS”

Smith&Wesson_aberto

Esta peça me foi presenteada pelo meu amigo Durval “SkyWalker” Jr. (DELTA), no meu aniversário desse ano (2011), trata-se de uma peça da Smith&Wesson, curta e com inserções de pedra na sua empunhadura (anti derrapante mesmo! :-o) e uma lâmina “honesta” estilo “bowie” e de tamanho correto para ser portada de forma dissimulada. Eu a coloquei na substituição do “Canivete GERBER linha padrão” no meu “kit de primeiro socorros” junto ao apito (nem só comprimidos, esparadrapos, band aids e gaze compõe um kit de first aid da DELTA cumpadre 🙂 ) e de fato ficou até melhor do que o anterior. Já até testei em arremesso contra um alvo de papelão e o centro de gravidade  apesar de não ser o ideal, não decepcionou, é um “xodózinho” devendo ser sempre transportada junto ao kit que contem itens não apenas de primeiro socorros, mas de sobrevivência também. Muitas vezes sobreviver significa coisas diferentes para pessoas diferentes, para mim significa não ter que morrer, então nesse quesito, o xodozinho provê você de opções. Mais adiante com ajuda de um nobre colega eu a testarei com krav maghá ;-).

Canivete Western – “Camp”

Logo quando dei de cara com essa peça, fiquei intrigado. O que seria aquilo? Um brinquedo?Canivete_camp Uma peça chinesa mal acabada? Não senhoras e senhores, era um canivete robusto, simples e de fácil utilização, bem próprio para as situações do dia a dia nas quais você tem que: abrir latas, garrafas, comer um goiabada com creme de leite (delícia :P) e “garfar” um lanche na sala vizinha à sua, abrir aquele vinho cabernet ou merlot (não entrarei no mérito aqui, visitem vous pouvez comprendre? ;-)). Ele ainda vem com uma pequena faca em aço inox para serviços leves em um acampamento, tais como abrir um pequeno peixe, ou cortar um fiambre (carne de lata para os neófitos). Emfim uma peça para ser transportada no dia a dia pois nunca se sabe, não é? Até a próxima senhores e senhoras :-).

Lâminas de Serviço – Canivetes Urbanos – Parte III

Mais uma vez me proponho a escrever sobre as lâminas de serviço urbanas ora em meu poder que utilizo. Nesse terceiro post apresentarei alguma aquisições mais recentes, as quais testei em situação práticas ultimamente necessárias.

Canivete GERBER linha padrão

Canivete GERBER posição aberta

Este canivete foi adquirido para compor o meu “Kit de Primeiros Socorros” e consta de uma lâmina de 2″ polegadas, vazada, com o cabo de alumínio pintado a fogo na cor preta. Tem linhas clássicas. A sensação da empunhadura é das mais agradáveis pois possui

ranhuras de fixação. A abertura clássica com trava de unha na base da empunhadura torna-o excelente para operação com uma só mão, não necessitando tando de auxilio para abrir e fechar, o que pode ser muito útil em caso de urgência/emergência.

A lâmina vazada dá um “plus” a mais na qualidade do equipamento, fazendo com que fique com um tom de “fight and utility” que pode dar um ar de multiuso.

Sendo negra, é ideal para utilização em ambientes de pouca iluminação, quando não queremos dar ao nosso inimigo a nossa posição. Mas qual será mesmo a utilização dada a ele? Continua compondo o meu kit de primeiros socorros, juntamente com um apito, tesousa, gases, esparadrapo e alguns medicamentos de utilização geral em caso de necessidade.

Canivete BOKER “Black Tanto”

Canivete BOKER aberto

Esta peça de utilização foi adquirida para compor o quadro, de “Fights of  night” e deveria ser apenas para estar presente a

deslocamentos urbanos rápidos, onde a necessidade de utilização implicasse na necessidade de corte simples ou serrilha, romper um tubo de PVC ou uma placa de aço não temperado…Bom a lista é extensa. (risos) mas é uma peça excepcional para uso diário. Leve e tem um design agressivo, não é muito grande como a foto o demonstra, mas como todas as outras aqui apresentadas cumprem bem o seu papel.

Canivete BOKER “Solingen Special Survive”

BOKER hard

BOKER hard posterior clip

Adquirido para ser o “Backup side man” ao lado do modelo nacional da Tramontina (vide Lâminas de Serviço – Canivetes Urbanos – Parte II). Trata-se de um exemplar para emprego “pesado” (hard job) e seu emprego diário ver-se pelo próprio desenho da peça. Possui duas características básicas para ser um canivete de “parada”: peso acima da média e lâmina principal de 4mm de espessura (a mesma espessura da minha faca COMMANDER II). Além disso, o formato da empunhadora lembra a parte de cima do ferrolho da pistola Bereta 92F Mini, de dotação das Forças Armadas americanas, com um “insert” para corte de linhas de pesca (observar lado oposto da empunhadura) e um “quebra-vidro” (base anterior da lâmina).

 O clip parte de trás da empunhadura, é ideal para a fixação em cintos de guarnição e em cintos normais. O passa “fiel” (cordão de segurança) tem um formato de percursor da pistola já citada. Um fato interessante é que esse canivete tema lâmina em formato japonês em aço carbono tipo “Tanto”  não facilita a penetração, mas a serrilha faz o trabalho de corte em superfícies difíceis, o que causa uma tremenda sensação de força.

Lâminas de Serviço – Canivetes Urbanos – Parte II

Dando continuidade a análise das peças de utilização ora em meu poder, parte de uma coleção reunida ao longo de anos, da qual diversos já foram retirados ou subtraídos, mas que ainda continuam em serviço ao meu lado para qualquer missão que lhes seja designada tais como: acampamento, viagem terrestre a zonas rurais, eventos nos quais seja necessária a utilização de instrumento de corte para preparação de alimentos e/ou abertura de latas. Então deixemos de “papo furado” e passemos ao que nos interessa.

Canivete ” Multi Tools” de origem chinesa

Canivete "multi tools" chinês

Esse canivete me foi presenteado por um amigo que em visita a Buenos Aires deu de cara com ele, segundo o mesmo, pensou: “Essa peça será de muita utilidade para Fernando ‘Eagle’ de Sousa”. Como é ainda muito recente, apenas meses em meu poder, não tive ainda como testá-lo em utilização extrema. Parece ser bem construído, mas as talas laterais são de um plástico verde muito “chamativo” mas nada que não possa ser remediado (logo que eu tiver tempo irei trocá-las por algo mais “dissimulado” e próprio para o uso no dia a dia). A lâmina principal é de bom tamanho (2 ¹/²”) e o alicate conta com uma mola de recuperação de bom funcionamento, um tanto frágil para os meus conceitos, mas cumpre bem o que lhe é solicitado. O conjunto de chaves escamotáveis/deslizantes, fendas simples e cruzada, me parece ser muito útil numa situação de emergência.

Canivete "multi tools" chinês aberto

A chave de abertura de latas/garrafas é excelente, vem com uma “trava de unha” que te possibilita sua utilização sem nenhum medo de que ela volte à posição original, a alça de transporte se devidamente configurada com um cordão de nylon preto, serve bem a essa função, embora eu não tenha efetuado isso, pois prefiro carregá-lo no bolso ou em uma bolsa lateral, ou ainda na mochila, chama muito a atenção ele é verde e não é no padrão “camouflage”. É uma peça pra utilização plenamente urbana.

Canivete nacional de uso geral

canivete nacional aberto, notar o tamanho.

Talvez nesses anos todos de utilização quase que diária de lâminas, esse exemplar nacional, despretencioso e sem multiplas funções seja, ao meu ver, o mais utilizado no dia a dia. O modelo original (mesmo tipo) foi perdido em uma arrumação de apartamento, mas um nobre amigo também colecionador de lâminas me presenteou com esse da foto, quando soube que eu havia perdido o mesmo. Essa  peça trata-se de um canivete tipo linha geral, com lâmina no formato “bowe” com a caracteristica serrilha junto ao fio (util no descascamento de cabos) .  e um “clip” na parte traseira da empunhadura, integrada à mesma e de fácil manuseio.

Canivete nacional semi aberto, a empunhadura de plástico de alto impacto é muito confortável.

Esse canivete tem uma característica muito interessante, ele é extremamente leve para o seu tamanho, algo como uns 100g, e uma abertura simples com uma trava no dorso, o barulho característico da lamina se abrindo causa um efeito psicológico paralisante e nevrálgico num possível oponente (já testei isso um outro dia, contra dois possíveis assaltantes no centro histórico de São Luis), mas não é esse seu objetivo construtivo. A trava no dorso funciona muito bem, embora devido ao costume de já utilizar travas do tipo “unha” sempre levo mais tempo para fechá-lo.

Por hoje ficamos por aqui, mas tão logo eu esteja pronto, darei continuidade ao esboço da próxima parte desse post, mostrando e se possível demonstrando as demais peças da minha coleção. voir des amis encore plus 😉

Lâminas de Serviço – Canivetes Urbanos – Parte I

Todos que me conhecem, sabem que uma das minhas atividades favoritas é o estudo sobre cutelaria, tipos de aço, lâminas e sua utilização nas diversas situações da vida. Talvez inspirado no filme “The Edge” (No Limite), no qual Anthony Hopkins se utiliza de um canivete do tipo “survivor” para efetuar a maioria das atividades de acampamento.

Entretanto, nunca antes havia escrito sobre o assunto, até porque não me jugo plenamente qualificado para tal, mas dado à passagem por vários sites ditos “especializados” e de ver pessoas diversas falando uma série de erros sobre o assunto, resolvi falar um pouco sobre isso, pois reservo uma pequena coleção de peças do tipo.

Canivetes urbanos são peças para uso diário e para tal devem ter tamanho funções adequadas, em razão das atividades mais corriqueiras que desenvolvemos (descascar cabos, desaparafusar itens, abrir embalagens, etc…) para isso temos no mercado uma infinidade de exemplares nacionais e internacionais os quais podem ser solicitados via ebay. Então vamos à análise das peças em que uso no dia a dia, em situações comuns e especiais.

Canivete “remanufaturado” de origem chinesa

Canivete chinês fechado

Canivete de origem chinesa em posição fechada

Na época das “vacas magras” quando não podia ainda comprar um legítimo Victorinox ™, conseguimos adquirir ainda na antiga Casa Garimpo um exemplar de uma cópia chinesa deste. Ocorre que como na época (1990) a China ainda não havia se tornado uma potencia industrial e econômica e a qualidade dos itens fabricados por lá era mais discutível do que nos dias de hoje, logo as talas laterais do exemplar caíram quase que imediatamente após a compra e consequentemente sua estrutura ficou comprometida, tive então que remontá-lo com varetas de solda e marteladas, havia na época colado com epóxi a base de um projétil cal. 380 (o qual retirei posteriormente). O aço chinês não me decepcionou ainda, já estive com ele na praia e cheguei a abrir um coco verde com o mesmo, com a serrinha já cortei um tubo de PVC de Ø 40mm, fora abrir garrafas e latas com facilidade, ainda é um bom companheiro para o dia a dia, principalmente porque é bem discreto e pode ser portado de forma dissimulada, não tem um perfil agressivo.

Canivete de origem chinesa em posição aberta.

Esse exemplar, possui também uma pequena chave de fenda ‘simples’ muito útil para pequenos reparos bem como uma chave de fenda ‘cruzada’ excelente para serviços domésticos como substituir um espelho de interruptor ou de tomada (lembrando de se ter o cuidado de desligar o circuíto elétrico ao qual ela está vinculada, pois o canivete não é isolado eletricamente). O saca rolhas faz sucesso em festas de final de ano, pra abrir um bom vinho.

Canivete “Multi Tools” Americano

Canivete americano fechado, observar os "bits" de utilidade abaixo.

De origem estadunidense, esse exemplar foi adquirido em substituição a outro que talvez tenha sido esquecido(ou subtraido, nunca foi comprovado) em um local  ao qual eu frequentava. Mas em viagens à serviço e lazer já mostrou seu valor e pagou o preço de estar lá “para a ação” pois já foi utilizado sob circunstãncias cruciais e respondeu com louvor ao chamado. Note-se que o acabamento esmerado das talas de madeira polida, isso não quer dizer que seja uma peça para decoração, se realmente for necessário saiba que ele responderá às suas necessidades sem pestanejar, é para o dia a dia, mas com classe. O inconveniente é que esse canivete tem tamanho acima da média, então portá-lo no bolso nem pensar, por isso vem com uma bolsa para cinto de utilidades para inclusive, portar os “bits” de utilização, 12 (doze) ao todo incluindo o soquete para anexação das peças.

Canivete americano em posição aberta, bits colocado à frente.

Normalmente o transporto na mochila mesmo, nos bolsos laterais ou frontais, já que se for necessário ele poderá ser rapidamente acessado e manuseado com apenas uma das mãos. Uma particularidade dessa peça é que segundo alguns fóruns, ela não é exatamente originaria dos EUA e sim apenas “embalada” na terra do Tio Sam por uma empresa de Chicago, IL (Chineses dominando a arte de fabricação e exportação, risos, e melhorando). Os acoplamentos (parafusos) allen dão um ar de “americanização” a ele, no entanto algumas funções são meramente cosméticas como a segunda faca (não encontrei utilidade).

Com isso chego ao fim dessa primeira parte, a farei em dua etapas pois considero que posts muito longos geralmente não são lidos, pois se tornam entediantes (risos). Futuramente estarei postando o restante das considerações sobre as peças que disponho. Até o próximo. 😉


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